Bistro 7 par Anne-Sophie Pic – Valence

Depois que saímos de Les Baux de Provence, eu e Ralfo seguimos para Valence, apenas para que eu pudesse comer na Maison Pic, o restaurante de Anne-Sophie Pic, a única chef mulher com três estrelas Michelin no currículo.

Infelizmente, não conseguimos fazer reserva no restaurante e acabamos indo ao Le 7, bistro chic. O lugar tem um tamanho razoável e tem a atmosfera que se espera de um bistrô ligado a um restaurante estrelado: muita formalidade somada à uma simpatia forçada, exatamente como o Les 110 de Taillevent (sobre o qual nem falei aqui, tamanha minha decepção em relação à comida).

IMG_1480Achei legal a cozinha ser aberta, para os comensais poderem ver o movimento. Sempre que vejo isso, fico numa espécie de encantamento.

IMG_1489Uma coisa que me chamou atenção foi a forma como os guardanapos são postos. Nunca tinha visto nada parecido antes e gostei da ideia.

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Falando sobre o que interessa, tudo começou com um pãozinho recheado com queijo e linguiça que estava mais bonito do que gostoso.

IMG_1487IMG_1488Minha entrada foi um ovo mole com milho e um pão muito do sem futuro.

IMG_1501O milho era adocicado e isso, para mim, matou o prato.

Para compensar, Ralfo pediu “La courge musquée de Provence en velouté, crème légère au café Arabica”.

IMG_1503Essa sopa de abóbora com creme e grãos de café estava maravilhosa. Nunca imaginei que café pudesse conversar com abóbora, muito menos que dessa combinação poderia sair um diálogo digno de nota. Melhor prato da noite.

Em seguida, vieram o “Le cabillaud saisi riz camarguais complet façon pilaf, émulsion aus crustacés” e a “La poitrine de cochon roulée puis confite, embourrée de choux e pommes de terre aux nois”. Peixe e porco, simplicando muito a tradução.

IMG_1511IMG_1510O porco estava bom, mas nada de extraordinário. Cocção boa, mas a batata estava muito sem graça. Se o acompanhamento fosse mais elaborado, talvez o prato conseguisse subir alguns pontos na avaliação. O peixe estava sem sal, o que é um pecado num lugar como esse.

De sobremesa, pedimos “L’île flottante et la cazette crème marron au vieux agricole” e “L’éclair chocolat revisité ganache praliné à la noisette”.

IMG_1514IMG_1520IMG_1518IMG_1519Como eu, contrariando a maioria, não gosto da mistura chocolate com avelã, não me encantei com a éclair, mas reconheço que ela estava bem feita. A ilha flutuante parecia isopor e tinha gosto de nada, exatamente como um isopor. Uma pena.

Alguém pode perguntar como eu me lembro de tudo isso, tendo jantado no Le 7 há dois meses e meio. Pois a resposta é: eu anoto tudo. A prova?

IMG_1499Minha cabeça mal se lembra do meu endereço, avalie de detalhes de uma das tantas refeições que fiz em dezembro. Não tinha o p do perigo de eu me lembrar.

De qualquer forma, um jantar em que a grande estrela é uma sopa de abóbora não é algo que se espere de um bistrô comandado por uma chef estrelada, mesmo que o menu composto de entrada, prato e sobremesa custe 31 euros. Paciência. Ao menos eu posso tecer comentários a respeito e isso vale muito.

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