E eu digo calma, alma minha, calminha, ainda não é hora de partir

Alguma coisa acontece comigo quando, estando na França, minha vinda de lá se aproxima. Vou ficando lenta, lenta, lenta, até simplesmente parar. Dessa última vez, a inércia depois da parada foi mais longa do que eu gostaria e eu acabei não falando nada a respeito da minha viagem com meu Toddynho e dos meus últimos dias em Paris. Vou remediar isso agora, apenas para me lembrar do óbvio: meus dias são muito felizes quando estou lá.

Sem maiores delongas, eu e Ralfo saímos de Marseille no dia 21 de dezembro, e fomos direto a Les-Baux-de-Provence, porque eu queria desesperadamente conhecer o Carrières de Lumières, um espaço de experimentação multimídia, com 14 metros de altura, no meio do qual imagens de obras de arte, em alta resolução, são colocadas em movimento, em ritmo musical, para exibir um cenário de plena poesia. Isso eu tirei do site deles, porque resume bem o que acontece lá.

O Carrières é uma mina de calcário branco, de onde foram extraídas as pedras utilizadas na construção do Château e da cidade de Baux de Provence (carrière significa lugar de onde se tira rocha útil à construção). Fechou em 1935 em função da concorrência econômica imposta pela chegada de materiais de construção mais modernos. Reabriu há dois anos para acolher um lugar de experimentação da Culturespaces, que desenvolveu um conceito de difusão cultural denominado AMIEX® (Art & Music Immersive Experience).

É no espaço onde estavam as pedras que o espetáculo se desenrola. Na época, as obras de Auguste Renoir, Claude Monet e Chagall, Joseph Vernet, Pierre Bonnard, Raoul Dufy, Maurice de Vlaminck, Othon Friesz, Henri Manguin, Albert Marquet, Louis Valtat, Charles Camoin, André Derain, Henri Matisse, Paul Signac e Henri-Edmond Cross fizeram nossa felicidade. Na verdade, mais que isso. Chorei um bocado quando os jardins de Monet começaram a aparecer na minha frente. É grandioso. Fiz questão de ir até Les Baux apenas para conhecer esse lugar, porque me encantei com o que uma colega (obrigada, Adriana!) falou a respeito dele. No entanto, o que ela disse não alcança a beleza que o Carrières tem; da mesma forma, nada do que eu escreva é capaz de traduzir o que ele representa.

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2 respostas para E eu digo calma, alma minha, calminha, ainda não é hora de partir

  1. Amiga Amanda, Bom dia! É impressionante como você vai acordando pra vida ao se aproximar cada dia sua volta pra França. Depois mande o roteiro para que eu possa ir lá também. Obrigada pelas belas imagens e texto. Um grande beijo! Ana Licia

    >

  2. Amanda Pessoa disse:

    É lindo demais, Ana! Vale muito ir! Eu quero ir de novo, só não sei quando consigo; certamente não agora, mas o mais breve possível.
    Beijão

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