Ottolenghi

Quando Danilo viu pelo Facebook que eu estava em Londres, me mandou o seguinte: “Querida, vc está em Londres??? Vc TEM QUE comer no Ottolenghi, onde eu trabalhava, na Ledbury Road, em Notting Hill. Best food in London! E se o chef estiver lá, Sami Tamimi, ou o dono, Yotam Ottolenghi, diga que vc que é um grande amiga do Danilo from Brazil. They would love it!!!”

Já disse por aqui que sou uma pessoa obediente, certo? Então, considerando o fato de ter conhecido Danilo num restaurante e de ele saber o quanto gosto de comer bem, nem pestanejei.

A Ledbury Road é muito próxima da Portobello Road e eu já estava programando caminhar sem muita pretensão por Notting Hill e Bayswater. Assim fez muito sentido conhecer o Ottolenghi.

IMG_8032
Ottolenghi tem quatro lojas, mas tudo começou nessa aí. Danilo conseguiu conviver com Yotam Ottolenghi e Sami Tamimi, porque trabalhou com ambos no início. Atualmente os dois ficam rodando pelas lojas e criando receitas.
O esquema de lá é de buffet e você escolhe duas ou três saladas mais uma proteína ou apenas salada e gasta de £11 a £16,20.
Escolhi o salmão com salada de tomate, rabanete e cebola e salada de berinjela com iogurte de açafrão, grão de bico e sementes de romã.
IMG_8023 IMG_8024IMG_8024IMG_8025
Sim, estava tudo tão delicioso como estava bonito. O salmão grelhado estava uma coisa! As saladas feitas com ingredientes absolutamente frescos, com combinações que eu jamais imaginaria me deixaram muito feliz. O iogurte de açafrão acentuou muito bem o sabor da berinjela e a romã foi um toque adocicado que fez a diferença.
De sobremesa, escolhi o cookie de chocolate com amêndoa.
IMG_8027 IMG_8029IMG_8029
Eu tinha várias opções, mas resolvi ir no clássico, até por sugestão de Serguei, o garçom super atencioso que me atendeu e até me deu a senha do wi-fi (que é apenas para o staff). Cookies fazem meu coração bater; experimento sempre que posso e afirmo sem favor algum: esse foi o melhor cookie que eu já comi na vida, em termos de sabor. Não era crocante e isso foi o único porém. Dito isso, já cheguei à conclusão de que os cookies mais saborosos não são crocantes. Não sei o que acontece, mas aparentemente uma coisa exclui a outra.
Como eu fiquei muito enlouquecida com o lugar, a comida e o atendimento, na véspera de voltar pra Paris, fui lá novamente. Dessa vez, comi o atum selado com sweet chili sauce (uma espécie de geleia de pimenta), salada de funcho e abobrinha, humus e pão com cebolas.
IMG_8222IMG_8223IMG_8224IMG_8224IMG_8225IMG_8226
Como já tem quase quatro meses que comi tudo isso, não me lembrava exatamente do meu pensamento sobre o atum. Tinha certeza de que tinha gostado muito, mas precisei ler minhas anotações. Lá encontrei que a consistência do peixe estava correta e que o molho agridoce apimentado em cima do atum estava de matar.
A salada de funcho e abobrinha era de um frescor sem medida. O molho feito de endro, pistache e limão certamente ajudaram e muito.
O pão estava bom, mas nada extraordinário. Um tico de nada acima da minha média.
Agora, sobre o humus, eu nem sei direito o que dizer. Em cima dele tinha um mix de tempero chamado dukkah, que só pode ter esse nome porque é do caralho! Sinto muito usar esse palavrão, mas, como a propaganda da Fiat sabiamente atestou, em algumas situações isso não é apenas permitido, mas necessário.
O humus do Ottolenghi é feito com butterbeans, que o Google me disse que era um tal de feijão-de-lima. O Google também me disse que butterbeans pode ser feijão-verde. Não consigo vislumbrar como o feijão-verde que eu conheço pode servir para fazer humus.
Mas nada disso é importante. O importante é que, mais uma vez, agradeci muito a Deus pela oportunidade de comer algo tão fantástico.
Para a sobremesa, pedi que Serguei, que se lembrava de todas as minhas escolhas do primeiro dia, decidisse por mim. Apenas disse que queria algo à altura do meu almoço. Ele me chegou com um cheesecake com calda de cereja.
IMG_8228IMG_8230
Serei repetitiva, mas não tenho escolha. Foi cheesecake mais saboroso que já comi na vida. A consistência era perfeita. Firme, mas cremosa ao mesmo tempo. Sobre o sabor, sequer tenho parâmetro para comparar. Simplesmente não tenho como comparar esse cheesecake com qualquer outro que eu tenha comido. A calda de cereja estava muito boa, mas era meramente coadjuvante.
Fiquei tão enlouquecida com tudo o que comi, que até comprei um dos livros de receita. Escolhi o “Ottolengui – The cookbook”, porque tem opções de entradas, pratos principais e sobremesas, além de ter sido o primeiro organizado pela dupla Ottolengui-Tamimi.
Danilo realmente me entende e, mandando eu conhecer esse lugar (o TEM QUE falou tudo), me deu a oportunidade de conhecer um lugar que entrou no meu top five.
Algo muito legal sobre o Ottolengui de Notting Hill: existe uma única mesa comunitária, então, se você quiser comer lá, certamente vai esperar um pouco. No meu primeiro dia, o dia estava agradável e sem chuva, e acabei comendo do lado de fora, onde há uma bancada onde até duas podem comer sentadas.
Outra coisa: não chegue lá com vontade de ir ao banheiro, porque você vai ficar na vontade. Há uma pia onde os comensais podem lavar as mãos e só. Mas isso não atrapalha em nada a fantástica experiência que é comer uma das melhores comidas que já tive a chance de provar.
A ida ao Ottolenghi é realmente mandatória.
IMG_8221
IMG_8231 IMG_8020 IMG_8007 IMG_8009 IMG_8015 IMG_8019 IMG_8014
Anúncios
Esse post foi publicado em Amigos, Comida, Turismo e marcado . Guardar link permanente.

Uma resposta para Ottolenghi

  1. Que delicia! Quando for lá vou viver essas delicias de experiência!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s