Avignon – wine tour

Não, não abandonei o blog. O nó é que essa semana foi super punk, com muita tentativa de otimização de tempo. O que isso significa? Que eu fiz coisa demais e me cansei demais. Como diz Ana, estava só a capa do Batman, com sono acumulado e muito cansaço. Hoje, para o bem da minha sanidade, resolvi não turistar depois da aula para descansar e poder escrever. Também estava sentindo falta de dividir minhas coisas.

Sábado passado, fui com Yasuko, a japonesa gente ótima que conheci em Marseille, a Avignon, unicamente para fazer um tour por quatro vinícolas da região. Com o TGV, a viagem durou pouco mais de trinta minutos e custou 37,50 euros (ida na primeira classe e volta na segunda). Com trem comum o tempo é triplicado e o preço é o mesmo (a grande diferença é que a estação do TGV em Avignon fica a 6km do centro da cidade, mas é bem fácil chegar até lá: é só pegar uma navette, a 1,50 euros o trecho e voilà).

Para escolher, pesquisei um bocado e me decidi pela empresa Avignon Wine Tour, porque me pareceu ser a mais organizada e a que tinha opções mais interessantes. Foi também a opção mais cara (110 euros por pessoa, mais 20 euros do almoço), mas alguma coisa me disse que eu não me arrependeria. Fiz a reserva através do próprio site e recebi a confirmação no dia seguinte.

Estávamos às 9h da manha na frente do Office de Turisme de Avignon (tão central e fácil de achar que nem eu me perdi) para encontrar David, nosso guia, e duas americanas que fizeram o tour conosco.

A visita foi à região da appellation Chateneuf du Pape, produzida nas cidades de Chateneuf du Pape, Orange, Courthézon, Sorgues e Bédarrides.

A primeira parada foi para conhecer a grenache, a uva mil e uma utilidades, que nasce em qualquer tipo de solo, do argiloso ao pedregoso.

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Em seguida fomos ao Musée du Vin, onde também funciona a vinícola Chateau du Bord, pertencente à família Brotte. David, que foi sommelier por vinte anos antes de ser guia privado, nos deu uma ótima aula sobre vinhos e nos ensinou como beber e como analisar cada tipo de vinho.

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Degustamos o Les Hauts de Barville (branco) e o La Fiole du Pape (tinto), o vinho que fez a Maison Brotte ficar conhecida. Gostei dos dois, mas achei melhor o tinto, apesar de o tanino estar mais acentuado.

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Depois fomos à Roger Sabon, vinícola pequena, familiar, com donos simpaticíssimos. Mais uma vez, degustamos um branco (Renaissance) e um tinto (Prestige). Amei o Prestige e me arrependi de não ter comprado ele e o Renaissance, também maravilhoso. Só por curiosidade, não sabia e descobri depois dessa vinícola: a appellation Chateneuf du Pape só produz vinho branco e tinto (nada de rosé, muito comum na região da Provence).

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Em seguida, paramos para almoçar no Le Verger des Papes, um restaurante com vista panorâmica super turístico, mas com comida deliciosa. O Le Verger des Papes funciona onde, até a segunda guerra, era a residência de verão do papa, destruída pelos alemães durante a Segunda Guerra.

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Comemos um folhado de queijo e um pãozinho também de queijo de amuse bouche, que estavam deliciosos. A entrada foi mousse de berinjela com salada, molho pesto e um folhado com molho de tomate cuja lembrança me fez até salivar. Como prato principal, cordeiro (em cima de uma torrada deliciosa) absolutamente macio e muito bem temperado, com batata gratinada. Para a sobremesa, sorvete de framboesa e de limão (feitos na hora, estavam perfeitos), e um biscoito caseiro de chocolate recheado de morango, que tinha gosto de Bono de morango (foi a única coisa de que não gostei, mas comer tudo isso por 20 euros e não gostar só dele é maravilhoso!).

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Antes de irmos para a terceira vinícola, paramos para olhar as uvas grenache e clairette sendo cultivada num terreno cheio de pedras enormes. É algo realmente fantástico! Quase caio umas três vezes, mas tudo bem!

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A terceira vinícola visitada foi a Domaine de Beaurenard, uma das duas únicas casas fabricantes de vinho com as treze uvas existentes na região. O mais legal desse lugar é a visita aos ambientes onde estão os barris de vinho. É para endoidar qualquer um!

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Degustamos o Domaine de Beaurenard (branco), o Boisrenard 2010 (o tinto com treze uvas) e o Rasteau Grenat (vinho tinto de sobremesa). Comprei o de sobremesa, diferente de tudo o que já experimentei.

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A última vinícola visitada foi a Clos Saint Michel, também pequena e familiar, comandada por Gosette, a matriarca super simpática que nos disse cheia de orgulho que 80% de sua produção é exportada (ela também disse, feliz da vida, que em São Paulo existe distribuidor de seus vinhos).

O branco 2010 fez meu coração bater e eu o levei para casa feliz e satisfeita. Também comprei o azeite. E que azeite! Suave, mas com sabor de coisa boa, sabe como? Não sei explicar direito, mas é um negócio fantástico! Sobre o tinto, apenas três mil garrafas são produzidas por ano e ele é o destaque da casa. Gostei muito, mas não estava disposta a gastar 50 euros nele.

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O tour dura o dia todo, com no máximo seis pessoas. Como disse no início, no nosso caso éramos quatro e foi ótimo. David é super atencioso e dá todas as informações em francês e em inglês. Além disso, ele fica em função do grupo o tempo inteiro.

Foi um dos dias mais proveitosos e cansativos da viagem até agora, mas valeu cada segundo. Amei e recomendo a qualquer pessoa que tenha o mínimo interesse em vinhos. Também foi ótimo ter ido com Yasuko, uma ótima companhia, que, como eu, ama comer bem e, por ser cuisinière, ainda entende de vinhos. Foi mesmo um dia perfeito!

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Uma resposta para Avignon – wine tour

  1. Oi Amanda,
    Ai como eu amei esse post e o seu tour! Vou imprimir todos para levar em agosto porque vão ser de uma utilidade tamanha. Depois conversamos pessoalmente, mas queria saber se vc acha que vale a pena contratar o David sendo que estaremos de carro lá e podemos ir de vinícola em vinícola.
    Ah! Estou achando que o Rasteau Grenat, o vinho tinto de sobremesa mais doce que você gostou, deve parecer um pouco com o vinho do Porto, é isso mesmo?
    Aproveite muito e estou adorando acompanhar a viagem.
    Bjs

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