Cassis

Sábado fui a Cassis com Nina, uma brasileira muito gente fina, que já rodou o mundo quase todo. Ainda bem que não fui só. Cassis é uma cidade minúscula, de nove mil habitantes (no verão, esse número sobe para quarenta mil), que abriga a maior falésia em altura da Europa.

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A cidade é famosa pelas calancas e pela cor do mar. Sabendo disso, eu e Nina resolvemos ir a pé até alguma calanca e fazer como os franceses: mergulhar na água azul turquesa do oceano.

Decididas, começamos nosso périplo. Subimos e descemos ladeiras e escadas, nos deparamos com essa placa no meio do caminho

20130617-094602.jpg e seguimos. Eu achei um grande absurdo uma placa que diz que a pessoa não pode andar de biquíni numa praia. Ignorância é uma coisa triste.

Chegamos a uma praia com menos gente, bonita e tudo. Olhamos para as pedras (Cassis não é praia de areia) e vimos isso:

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Olhamos ao redor e estava todo mundo pe-la-do. A placa, minhas senhoras e meus senhores, era indicativa da praia de nudismo. Demos meia volta na mesma hora. Esse negócio de ficar nu no meio do povo não é comigo.

Paramos numa loja de turismo e compramos espadrilhas a 6,50 euros. Meus pés agradeceram, porque minhas havaianas estavam machucando muito os bichinhos.

Passado o susto, Nina e eu resolvemos comer alguma coisa e voltamos ao porto. Eu pedi uma linguiça de tripa, que, segundo a garçonete, é um prato típico da região. Não foi a melhor coisa que já comi, mas também não estava terrível. Nina, uma pessoa mais sábia que eu, foi de hambúrguer.

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Pedimos vinho rosê e nos serviram isso:

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Quando perguntamos se o vinho era o pedido, a garçonete disse que sim, que era claro assim mesmo. Engolimos o vinho, mas não a história. Paciência.

Resolvemos tentar de novo achar uma calanca onde pudéssemos subir e mergulhar como os franceses. No meio do caminho, demos de cara com uma farmácia que estava dando 40% de desconto nos produtos da Nuxe, de que eu gosto muito. Entrei e fui ser feliz, sem pensar nas tais calancas.

Com o ânimo revigorado depois de comprar cremes e depois da dica dos vendedores, resolvemos ir até Port-Miou, considerada a primeira calanca, onde, segundo eles, encontraríamos um lugar ótimo para o banho e com pouca gente. Perguntamos a distância e a resposta foi: “depois da praia de nudismo, vocês andam mais uns vinte minutos”.

Anotem a dica: quando francês falar que alguma coisa é distante vinte minutos, triplique o tempo, pelo menos.

A gente andou, andou, andou e deu de cara com isso

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Isso é Port-Miou, mas a ideia era ver a calanca de Port-Miou. Então, seguimos andando até darmos de cara com isso

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Lindo, né? Também achamos. Mas o esforço que fizemos para chegar até aí e não conseguir mergulhar não compensou. Descemos até bem perto da água, mas é pedra demais, pontuda demais, escorregadia demais. Até teria sido possível mergulhar, mas subir nas pedras, para nós que não conhecemos, teria sido algo muito complicado, então realmente preferimos não arriscar.
Além disso, tinha ouriço também. Na volta para Marseille soubemos de uma menina que foi mergulhar e se estrebuchou toda nas pedras.

Para completar, apesar do visual, a energia do lugar é muito pesada. Fiquei tão irritada, que parecia que eu estava com fome e com sono ao mesmo tempo. Foi só sair de lá que melhorei.

Acho que o passeio de barco para conhecer as calancas de longe é a opção mais indicada para turista. Escolhemos a opção mais difícil, que me deixou com bolhas gigantes nos pés, graças às tais espadrilhas, e um cansaço do capeta.

Ainda bem que existiu a farmácia com promoção no meio do caminho.

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Uma resposta para Cassis

  1. Vou incluir no meu roteiro de agosto esse passeio de barco que você recomendou. Morri de rir com a história do nudismo! Bjs

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