Hoje

Houve um tempo em que antes de dormir, mas já deitada, eu olhava para o teto durante alguns segundos, fechava os olhos e em seguida começava a sonhar acordada, fantasiando momentos e criando diálogos que não aconteceriam e que de fato não aconteceram.

Já faz algum tempo que me deito, olho para o teto, fecho os olhos e não consigo imaginar nenhuma cena que deseje ver transformada em realidade.

Isso não me entristece nem nada, mas me causa uma espécie de estranhamento, porque sempre sonhei acordada. Sempre existiu dentro de mim uma vontade imensa de experimentar situações, vivê-las da minha maneira ideal e, por causa disso, criar na minha cabeça tudo do jeito que para mim seria perfeito.

Continuo tendo sonhos e vontades, mas agora os alimento de outra forma. Parece que deixando de idealizar as situações fico mais aberta ao que vem e isso tem feito com que frustrações sejam bem diminuídas.

Apesar disso, sinto falta de enxergar minha vida e minhas opções com mais credulidade. Talvez sinta falta de ser ingênua. Não sei.

Acho realmente que sinto falta das minhas ilusões e das cores que elas poderiam ter a cada piscadela, como acontecia quando eu desejava que as coisas fossem do meu jeito. Aprendi que tudo apenas é e pronto, não existe isso de meu jeito.

Talvez isso seja algo bom; espero que seja. Se não, paciência. Hoje é apenas assim.

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Uma resposta para Hoje

  1. Kokinho disse:

    Muito interessante, “né”? Valeu!

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