De novo em São Paulo

Na verdade, estou aqui desde sexta-feira e não tive mesmo tempo (nem também saco, preciso admitir) para aparecer aqui e dar uma satisfação, ainda que mínima. Sabe o que é? Muita coisa aconteceu, fui a muitos lugares, conheci algumas gentes e estava aproveitando isso, principalmente porque, ao menos teoricamente, a minha prioridade a partir de hoje passou a ser outra.

Por quê? Porque dessa vez vim com um propósito específico e estou deverasmente satisfeita com isso. O que é que eu vim fazer aqui? Não foi fazer esse povo balançar, como na música. Cheguei a São Paulo para aprender técnicas de escrita, porque, né?, a pessoa quer saber escrever.

O que aconteceu em seguida? Me chegou Roberto Alvim dizendo que there is no such thing, fazendo com que eu me achasse a própria Gertrude Stein, que também buscou aprender técnicas para escrever e recebeu essa mesmíssima informação. A similitude é apenas na frustração, que fique claro; não tenho nem de muitíssimo longe o talento dela (editado: o excesso de gerúndio está aí para não me desmentir).

Para dar uma minimizada no meu quase sofrimento, Aaron Fernandez, o franco-mexicano que começou hoje a ministrar o curso intensivo de roteiro de cinema, falou que não é bem assim e que é possível aprender alguma teoria acerca da escrita.

De onde saiu Roberto Alvim no jogo do bicho, alguém pode perguntar. Danilo, um querido dos mais queridos, é o responsável pelo fato de eu hoje ter acesso a um dos gênios da dramaturgia nacional atual. Não só eu digo que Alvim é gênio, viu? O cara é impressionante.

Aaron Fernandez é roteirista e diretor premiado e ministra aulas na Academia Internacional de Cinema há quatro anos. Como minha primeira ideia era ter aulas com ele (foi especificamente por causa desse curso que vim), já estava esperando seu viés teórico. Também impressiona, mas de outra forma, sabe?

Minha cabeça está numa espécie de nó, depois de tudo o que ouvi e vi nos últimos dias sobre roteiro de teatro e cinema. A parte boa é que, para mim, as duas áreas se complementam e vou poder aprender muita coisa. A parte melhor é a consciência do quão ignorante eu sou.

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