Meus desejos de final de ano

Fim do ano chegou e cá estou, aparecendo para cada um mais uma vez.

É engraçado como acho o Natal uma ocasião triste. Sempre me entristeço no Natal e fico feliz no Ano-novo. Isso sempre aconteceu muito provavelmente por questão de perspectiva, porque, nos últimos anos, sempre tinha alguma coisa errada no Natal, mas no Ano-novo conseguia ser tomada pela esperança de que tudo fosse melhorar no ano seguinte.

Agora está tudo muito certo. Meu povo, que está chegando aos poucos de São Paulo e de Porto Alegre, vai estar todo reunido, junto com o povo daqui, na casa da minha mãe na segunda-feira, o que me deixa muito feliz. Apesar disso, quando penso na celebração do Natal em si, me vejo triste. Não sei explicar. Vai acabar sendo a minha segunda tradição: ficar borocochô não importa onde e com quem esteja no Natal. Paciência.

Vivi esse ano momentos de pura beleza, ao lado de pessoas que me acalentaram, só porque queriam me ver bem. Serei para sempre muito grata a quem me quis ver sorrindo e arrancou isso de mim, principalmente quando parecia impossível.

Por outro lado, meu ano teve momentos punks, posso dizer, e, nesse aspecto, não vejo a hora de que ele acabe. Não vou escrever toneladas de lamúrias, porque ninguém (nem euzinha) merece ler algo que lembre situações e comportamentos ruins. Já foi. Deixa lá.

De qualquer forma, para o bem e para o mal, me sinto na obrigação de agradecer todas as pessoas que me forjaram um pouco mais a ser quem sou. Toda criatura que cruzou meu caminho esse ano me proporcionou uma espécie de evolução, sem a qual não sei quem seria. Consigo me reconhecer quando me olho no espelho graças a elas (ou a vocês, já que algumas vão ler isso aqui).

Acho que dá para perceber que a Amanda que escreve agora é uma pessoa mais pragmática, menos romântica, menos crédula, mas nem por isso menos sincera (já sei que isso não é qualidade, ok?). Deixei de lado algumas coisas para me apropriar de outras e espero que isso seja entendido.

Seguindo em frente, para o ano que vem desejo a todo mundo tolerância, paciência, respeito pelo outro, sabe? Acho que coisas assim estão em falta nas relações, inclusive nas minhas. Não sei direito, mas às vezes penso que essa história do fim do mundo tinha que ter a ver com isso, com o fim dos abusos nos relacionamentos e em todas as esferas. É o que mais desejo.

Na parte prática, material mesmo, cada um deseje o que quiser. Vou fazer diferente e deixar que cada um pense para si o que quer. Por quê? Quem melhor sabe o que você quer além de você? Saramago não queria convencer ninguém, eu não quero querer por ninguém.

Eu, que quero coisas apenas para mim dessa vez, quero mobilidade. Fiquei muito presa esse ano, me senti amarrada como há muito não sentia. Quero liberdade para ser quem sou, em qualquer lugar.

Outra coisa que está correndo desesperadamente nas minhas veias é o desejo por aprender. Quero aprender muito, sobre tudo o que puder, também em qualquer lugar que puder.

Como amor, saúde, felicidade, sorte, mudança e todo o resto que compõe a cesta básica dos bons desejos são abstratos, desejo o pacote para todo mundo, em quantidades infinitas.

Deus nos abençoe a todos e nos proporcione um Feliz Natal e um maravilhoso Ano-Novo.

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