FrangÓ

Uma das coisas comestíveis mais amadas do meu mundo é coxinha, já falei isso um zilhão de vezes. Não tem alimentação saudável que me faça abrir mão do salgado mais maravilhoso e mais fantástico a que fui apresentada na vida. Simplesmente não tem.

Partindo do pressuposto de que amo coxinha mais que muita coisa, é possível imaginar minha frustração quando, no dia do meu aniversário, pedi uma coxinha ao garçom e ele me vem com um “não tem coxinha”. Minha resposta foi: “como assim, não tem coxinha? Tem que ter coxinha! Pedi para ter coxinha! Tem que ter coxinha!”. Mas o fato era: não tinha coxinha.

Depois de uma meia hora, eis que me chega uma coxona. Eu olhei e não vi a coxinha, sabe como? Mas fui comer, né? Afinal, era meu aniversário e eu tinha que comer coxinha. Mas não comi coxinha. Comi frango desfiado e enfiado em massa de bolinho de queijo. Sim, fiquei chateada, frustrada e nem comi mais direito. Fui curtir as pessoas, que estavam originais como devem ser e me fizeram bem feliz.

Como no dia seguinte fui pra São Paulo, pedi de presente a Fabrício uma ida até o FrangÓ, boteco famoso pela coxinha, afinal eu merecia matar minha vontade. Já fazia um tempo que tentava ir lá, mas por causa da distância nunca dava certo. Apelei para o meu aniversário e Fá foi bonzinho.

Olhando de fora, achei que o FrangÓ fosse um troço pequeno, com mesinhas na calçada. Mas a pessoa vai entrando e vendo aquele monte de cerveja e vai entrando mais e vendo uma ruma de gente, espalhada no salão de baixo e no de cima, sem falar na fila que está lá, prontinha e linda, na entrada.

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O FrangÓ, para quem não sabe, é o paraíso das cervejas, mas também das coxinhas. Antes de escolher a bebida (você que nunca foi lá não tem ideia da carta de cervejas, vá por mim), já pedi a primeira porção de coxinha, antes que matasse alguém. E ela chegou, linda, crocante por fora, massa perfeita por dentro, com recheio de um frango maravilhoso junto com catupiry. Nem me lembrei que não sou fã de catupiry, para se ter ideia.

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E a degustação das cervejas começou. Romeu escolheu todas porque ele entende mais que eu e Fabrício do negócio, então fazia todo o sentido, né? Mas, para quem não entende e não tem ninguém perto para indicar, existem algumas opções de menu degustação, então é só escolher. Falha minha não ter anotado essa parte, mas em janeiro, se Deus permitir (e ele há de fazer isso), vou de novo e vai ser tudo lindo, porque vou anotar tudo bem direitinho.

Começamos com a Delirium Tremens, ou cerveja do elefante rosa, considerada uma das melhores do mundo. Gostei muito dela, principalmente por ter ficado muito felizinha rapidinho, em razão do teor alcoólico de 8,5%. Amei o sabor, apesar de não entender bulhufas disso.

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A seguinte foi a Coruja, a cerveja viva (não é pasteurizada) gaúcha que chega numa garrafa de vidro escuro de um litro (sabe aquele frasco de remédio antigão? Daquele modelo) e faz um estouro lindo quando é aberta. Das quatro que tomamos, essa foi a minha preferida.

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Como eu só queria saber de frango e não sei beber sem comer, depois de algumas porções de coxinha, já dava para pedir outra coisa e eu escolhi um frango frito, o melhor, mais saboroso e mais perfumado que já comi na vida.

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A terceira cerveja foi essa aí de baixo, weihenstephan. Acho que era mais para chope, mas não sei direito. É alemã e de trigo e como eu gosto de cerveja de trigo, achei essa uma belezinha, como diria Bernar.

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A última eu não faço ideia de qual é, não me lembro de jeito nenhum e também não perguntei a Romeu ou a Fabrício antes de escrever o post, mas lembro que era bem boa também.

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Fica fácil perceber que minhas primeiras horas em São Paulo foram muitos divertidas e especiais e daqui a pouco falo do FrangÓ de novo, peraí! Sim, tem mais coisa pra contar!!!

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Eu me resumo a testa e nariz, não tem jeito.

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2 respostas para FrangÓ

  1. Leandro disse:

    é um dos meus bares preferidos aqui em são paulo. Mas se vc gosta de comida de boteco, experimente os bolinhos de bacalhau do bar do Luís, também na zona norte (Av. Egenheiro Caetano Alvares). Tb é altamente recomendado pelo petisco, apesar de ficar MUITO LONGE do frangó em termos de variedade de cervejas

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