Eis minha impressão

Não sou a melhor pessoa do mundo, mas afirmo categoricamente que não sou a pior. Tenho características que podem facilmente ser chamadas de defeitos, e normalmente o são. Não tenho orgulho disso, mas sei reconhecer meus limites (sim, acho que defeito e limite são sinônimos).
Partindo dessa premissa básica, de que tenho falhas e as reconheço, penso que, apesar delas consigo ser alguém acima da média, principalmente quando falo em ser uma boa filha, irmã e amiga.
A parte engraçada é que, sendo acusada esse ano de não ser nenhuma dessas três pessoas, comecei a me questionar, a questionar meu comportamento em relação a quem me disse que não sou o que penso ser. Penso, no presente do indicativo mesmo, porque não aceito essa pecha que me foi dada.
Sei que por vezes o espelho mostra algo diferente do que os outros enxergam e por isso pensei que pudesse ser esse o caso. Fiquei tão maluca com certos pensamentos, que cheguei a duvidar de quem sou. Fiquei me perguntando em várias ocasiões o que eu tinha feito para ser percebida de uma forma tão diferente da que me via. Na verdade, ainda não consegui uma resposta, o que me obriga a reconhecer que escrevi essa frase no tempo errado.
Em relação à parte da amizade, consigo perceber que acreditei e confiei demais em quem não devia, e isso já ficou claro para mim. Quem me acompanha já deve inclusive ter se cansado das minhas lamúrias relacionadas a esse ponto.
Na parte da família, até hoje não entendo. Não vou falar aqui sobre o que aconteceu, para não expor quem está acostumado a se esconder. Mas tenho muita vontade, sabe? Queria contar bem direitinho tudo e fazer uma enquete. Tenho certeza de que haveria opinião para todos os lados, mas no final as pessoas me entenderiam e viriam o quão injustas duas pessoas foram e permanecem sendo comigo.
Não estou aqui colocando a carapuça da vítima, porque depois de ter tido que me virar nos trinta sozinha, lidando com gente questionando a minha decisão de manter uma distância regulamentar de quem deixou de me fazer e querer bem, ela (a carapuça, para quem se perdeu) não me serve mais. Se tentar usá-la, vai ser igual à calça que rasgou porque insisti em vesti-la.
Claro que em ambas situações aprendi a me lembrar de que uma maçã podre não apodrece a macieira e é por isso que permaneço acreditando no valor e na permanência da amizade e da família na minha vida, ainda que tenha perdido nessa descoberta pessoas que um dia me foram muito importantes.
Acho muito triste pensar que perdi uma parte da minha família, mas é exatamente assim que me sinto. Minha sorte em relação a essas pessoas especificamente sempre foi condicionada a eu agradá-las. A opção de eu ser agradada só existiu quando caminhou junto com a conveniência delas.
Infelizmente (ou felizmente, ainda não sei), não tenho mais força para caminhar nessa via de mão única, por isso escolhi desistir. Foi isso que acabei fazendo: desisti de pessoas a quem sempre dei muita importância, mas que nunca tiveram por mim a mesma gentileza. E quando decidi expor essa minha decisão, fui obrigada a ouvir que, na mesma situação, eu faria o mesmo que me fizeram.
O detalhe é que eles se esqueceram de algo básico: vivi situações muito ruins e, além de não ter podido contar com eles nesses momentos, nunca deixei de ser e de fazer por ambos. Nunca. E como sabem que não disso podem me acusar, escolheram me dizer que é um absurdo eu mencionar tudo o que já fiz. Ou seja, a obrigação, o ônus, é todo e exclusivamente meu.
Consegue entender o meu cansaço?

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