Minha voz continua a mesma, mas o meu corpo…

Paráfrase infame do comercial de mil novecentos e bote força da Colorama, porque eu simplesmente não resisto (podia ter escrito “registo”, porque o povo ia ler do jeitinho que é para ser…).

Tudo começou quando resolvi me separar e procurei uma academia, porque, na minha cabeça, eu não estava bem o suficiente para estar com alguém novo, sabe como? Tinha que melhorar antes de me expor. Pode parecer neurose, mas na época o raciocínio fez muito sentido.

Como minha musculatura é hipotônica e sempre fui muito mole, enfiei na cabeça que minhas carnes iam endurecer antes de me separar. Claro que isso não aconteceu (o endurecimento, que fique claro), porque me separei pouco tempo depois de ter começado a me mexer, mas ao menos já tinha dado o primeiro passo para a mudança, né?

Faz três anos que vou à academia, mas não me liguei em manter a alimentação saudável e certinha por esse tempo todo. Ano passado me desliguei dela, chutei o balde mesmo e cheguei a pesar 64,7kg. Quase morri quando vi isso na balança e em seguida resolvi tomar vergonha na minha cara lisa e arrumar essa bagunça antes que não tivesse mais jeito. Claro que ter adoecido e ficado sem comer por dez dias ajudou um bocado, porque perdi o excesso de uma vez só. Literalmente, não há um mal que não traga um bem, apesar de ainda existir gente que duvide disso.

Tenho conseguido me manter no peso considerado ideal pela minha professora, sem muito sacrifício, é bom que se diga, mas gostaria muito de ficar na faixa dos cinquenta quilos (ainda que cinquenta e muitos). O ruim é que perder peso significa perder músculo e eu não quero mais essa vida de moleza.

Faz pouco mais de três anos que me exercito e, por óbvio, acabei ganhando massa magra, além de ter visto meu corpo se adequar ao meu novo hábito, o que me deixa feliz por um lado e triste por outro.

Estou me sentindo na melhor fase corporística da minha vida, definida e com a perna riscada, tudo dentro das minhas possibilidades, claro (hipotonia, lembra?). O problema é que muita roupa minha não cabe mais. Essa parte acho ruim, porque tem muita coisa legal que eu gostaria de usar até o fim do meu tempo, mas parece que não vai rolar.

Quando eu não fazia nada e era mais magra, meu corpo era quase gordura pura e, bem por isso, era mais maleável, né? Acho que era essa a razão de conseguir entrar sem esforço nas minhas roupas. Agora que tenho músculo, que é duro e não é tão flexível para se encaixar no que eu quero, as bichas não me cabem.

Só preciso aceitar que elas não vão mesmo entrar mais, porque não vou deixar de ir pro meu Power Plate velho de guerra nem de me alimentar direito e a razão é simples: gosto muito mais de como sou hoje. Se isso não fosse bastante, quando deixo de ir à academia, meu corpo sofre e eu me sinto engordando a cada respirada, sensação que é muito ruim. Mudança de hábito é um negocinho que pega a pessoa, viu?

 

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