Estou nova de novo

Lá fui eu hoje para minha sessão de osteopatia. Sei que nem todo mundo tem dor nas costas e sei também que muita gente que sofre com isso não procura esse tipo de terapia para melhorar. Vi minha mãe, durante anos, tomar Dorflex para aplacar as dores que sentia. Não posso me utilizar do mesmo artifício, porque tenho alergia a dipirona e ninguém merece me ver no meio de uma crise alérgica, de tão munitinha que fico.
Voltando à minha forma de lidar com minhas dores, confesso que não chego feliz ao espaço de Glauber, aquele de quem falei ontem, sabe? Primeiro, porque sei que vou sentir muita dor. Sim, porque osteopatia não é sinônimo de alisado na pessoa. Se fosse, eu não procuraria, porque DE-TES-TO alisado; pense num negócio que me deixa irritada (por favor, você que me lê, não me alise, de forma alguma, em nenhuma situação, porque se fizer isso vai me deixar muito irada). Também não é massagem relaxante. Osteopatia é um negócio sério, cara-pálida!
Segundo a Wikipédia, “osteopatia é um sistema autônomo de cuidados de saúde primário, que se baseia no diagnóstico diferencial, bem como no tratamento de várias patologias, e prevenção da saúde, sem o recurso a fármacos ou cirurgia”. Ou seja, de uma forma prática, a Wikipédia não diz nada. Olhei outros sites também, mas as informações são muito técnicas e também não me deram o que estava procurando.
Para mim, que sou apenas paciente e entendo nada do assunto, o negócio é o seguinte: depois de serem identificados os problemas, as dores, e tudo o que está ligado a isso, o profissional, através de manobras físicas e muito estalo, vai realinhando a pessoa e colocando tudo no lugar. Hoje, por exemplo, foi constatado o que eu já suspeitava: minha escápula tinha saído do lugar (sim, isso acontece às vezes e me deixa com uma dor das Américas) e para colocar ela de volta foi um sofrimento.
Um parêntese: o Aulete me disse que “escápula substituiu omoplata na nova terminologia anatômica”. Não acho essa informação absolutamente necessária, mas vai que é, né?
Enfim, depois de alguns estalos, muita dor e muito sofrimento, fiquei muito mais aliviada. Não posso afirmar que saí sem dor alguma, porque estaria mentindo. Como o negócio da escápula me pegou de jeito e Glauber teve um bom trabalho para colocar a bicha no lugar, ainda sinto que ela existe, entende? Mas minha lombar e meu pescoço estão novos, o que me deixa bem à vontade para dizer que eu posso até não chegar, mas saio de lá a mais feliz das criaturas.

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