Estou quase uma mocinha

Como dizia André, sou uma mulher de fases. Há épocas em que só quero sair de casa largada e há outras em que acho bom dar um tapa na cara e não ofender tanto quem tem que se encontrar comigo.
Estou na segunda fase e tenho gostado de me arrumar. Ultimamente, tenho perdido bem mais tempo para fazer isso, inclusive, mas tem sido um prazer. Na verdade, nem é perda de tempo, mas gasto de tempo, preciso fazer essa diferença.
Já que estou num período de contenção, comprando apenas peças de que estou realmente precisando, tenho feito o exercício, muito legal -é bom que se diga- de redescobrir minhas coisas e aprender a misturar o que na minha cabeça era imisturável.
Já tinha lido sobre isso, achava a proposta interessante, mas continuava no conforto da mesmice. Como nos três meses de inferno astral profissional, minha vontade de me arrumar era nula, nessa época não tive o menor estímulo para tentar algo diferente, roupisticamente falando. Acho que posso dizer que antes disso já estava meio sem saco, até para ser mais justa.
O bom é que, com a mudança no trabalho, meu humor e minha autoestima melhoraram e, como consequência, a inércia foi quebrada e passei a ter, de novo, vontade de estar bem, para mim e para quem tem que lidar comigo. Isso muito me agrada, principalmente porque voltei a gostar do que vejo no espelho, sabe?
Acredito que se tivesse feito isso por mim no recente momento crítico, teria conseguido passar por tudo de uma forma mais graciosa; mas na época não tinha condição de pensar assim: só pedia a Deus para que tudo mudasse e eu me livrasse da pedra que estava no meu caminho. Ele me atendeu e aqui estou, bem faceira, me lembrando de tudo como mais um aprendizado.
Tenho consciência de que um belo dia vou acordar sem saco algum de vestir qualquer coisa que seja diferente de calça jeans e camiseta, mas, enquanto esse dia não chega, vou aprimorando minhas habilidades e ficando munitinha, até porque eu mereço, né?
Queria só arrumar um jeito menos trabalhoso de deixar o cabelo mais solto e menos grudado na cabeça, porque isso de dormir de bóbi (o Aulete reconhece essa palavra, o VOLP não, a Wikipédia diz que é bob, bobe ou bóbi, mas todo mundo sabe a que estou me referindo) toda noite está me deixando meio de saco cheio, sem falar nos grampos que ficam furando meu rosto quando me deito. Se alguém pensou que não, quem quer ser bonita sofre!

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Uma resposta para Estou quase uma mocinha

  1. theophile gautier disse:

    Que bom que você esta vencendo inércia e voltou a escrever. Esse post eu peguei quando ainda estava sem o “mocinha” e fiquei pensando o quê que vc estava quase.
    As vezes acho que você tira onda. Vim fazer essa visita porque hoje um amigo elogiou a sua beleza e eu disse que admirava muito você e coisa e tal. Acaso. A impressão de que você tira onda (que eu sei ser mera impressão) é devido ao fato de você dizer que coloca um jeans e sai e coisa e tal. Ora a maioria das mulheres do planeta não podem fazer isso, em fazendo não teriam coragem de sair de casa e sei que seu problema não passa por ter coragem ou não. Você sai e todo mundo acha a mesma coisa. Logo, deixe de coisa.
    Não entendi uma coisa. Você abandonou, ideologicamente, o Direito? Sei daquele papo, bem antigo, diga-se de passagem, de ser traineer da Folha, mas isso fez você desistir do Direito, definitivamente?

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