Inspiração, cadê você?

Todo mundo que escreve já passou por pela frustração de olhar fixamente uma tela em branco e não conseguir digitar coisa alguma. Antigamente era a folha que ficava sem nada e a inabilidade era de escrever. O tempo passa, as coisas mudam, a situações se adequam, mas as sensações permanecem.

Acho péssimo querer dizer algo, mas não saber o que por não ter a quem, entende? Isso tem me acontecido com uma frequência bem maior do que eu gostaria e a única coisa que faço a respeito é esperar que essa sensação esquisita passe. E é bem assim mesmo, viu?

Às vezes, até quero conversar com alguém, mas por esse alguém não existir o assunto também não existe, sabe como? Pode parecer confuso, mas na verdade é bem simples: uma ausência justifica a outra.

Não estou reclamando, aviso logo, antes que algum engraçadinho venha inventar de dizer isso. Apenas estou conseguindo fazer a constatação crua de uma situação que vem se repetindo. Falar sozinha não tem adiantado, é bom deixar isso claro também. Eu converso muito comigo, muito. Já me dei carões enormes, mas ultimamente estou mais boazinha com o espelho e parece que a graça de falar com meu reflexo acabou se perdendo. Acho que a ideia de reclamar de mim mesma é sempre mais atraente que a de ser legal comigo. Problemas com autoestima? Sim ou com certeza?

Como acredito que estou merecendo uma folga das críticas de mim para mim, mas não quero parar de escrever (até para não perder o hábito, né?), vou digitando qualquer loucura que me apareça na cabeça, como essa aqui. Reconheço que essa parte está meio sem lógica, mas fazer o quê?

Não tenho mais o que dizer, então tchau.

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Uma resposta para Inspiração, cadê você?

  1. theophile gautier disse:

    Eu acho que escrever, na web, em blogs, como nós fazemos, exige cuidados. Quando eu comecei a ler seu blog, achava que ele serviria de suporte a um interesse mais profissional. Você parecia querer fazer um guia sobre coisas que você gostava ou não e ia dividindo essas experiências conosco. Mesmo quando você narrava suas viagens e expunha suas fotos, eu achava que o objetivo era: o mundo por amanda. O nome do blog até sugeriria isso “a manda em si mesma”.
    Depois você começou a narrar seu mundo, com pitadas de seu mundo interno e seu blog virou o “universo de amanda”. Admiro você e essa mudança continuou me atraindo ao blog. Ocorre que nosso universo é finito para nós mesmos, ou seja, para nós o nosso assunto, interno, gira em torno das mesmas coisas e falar sempre da mesma coisa não rola.
    Se servir de sugestão, e desde já repito que adoro ler você, e se for ajudar, tende falar de coisas e situações, mesmo que seja das outras coisas do seu facebook, pode estar certa: você estará nelas. Mas também não nos prive do seu universo interno, que você descreve tão bem, mesmo quando acha não diz nada.

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