A mulher que hei de ser

Há algumas semanas eu entrei numa de me transformar na mulher que quero ser. Considerando que já estou quase com 33 anos, acredito, e muita gente vai concordar comigo, que devia ter decidido isso há algum tempo. Paciência, aconteceu agora e, de qualquer forma, acho, mesmo sendo algo relativamente tardio, que é válido e muito significativo.

Já dei muita cabeçada na minha vida. Muita!!! Meu dedo, que costumava (no passado mesmo, porque ele agora está tomando jeito de gente) ser podre, já me escolheu cada situação escabrosa, que, se eu fosse contar, era capaz de ninguém acreditar, tamanha a quantidade de absurdos.

Como não tenho mais saco, paciência nem saúde para passar por qualquer coisa, ainda que remotamente, parecida com o que já vivi, resolvi que chegou a hora de eu ser a mulher que sempre quis ser.

Não sou velha nem nada, mas já cometi equívocos sem os quais poderia ter passado muito bem, sabe? Não vou falar sobre isso aqui, porque não preciso desse tipo de exposição, então nem ache que haverá alguma contemplação sobre isso até o final do post, porque não vai.

Quero apenas dizer que a minha teoria sobre como deveria ser sempre foi muito legal, com respostas prontas para toda e qualquer situação. O nó era a prática. Bastava me encantar um tico por alguma criatura, para esquecer todos os conceitos e todos os conselhos. U-ma mer-da!

Ultimamente, com a graça de Deus, tudo está muito mais fácil, sabe? Preciso me explicar. Costumava dizer que assim que via algum indício de problema, pegava minha saída pela direita e ia embora correndo. Tudo mentira! Eu só dizia que ia fazer isso, mas continuava lá, inerte igual a uma vaca leiteira, esperando que, com o mesmo comportamento, as coisas fossem diferentes.

A boa notícia é que agora estou mesmo pegando minha saída pela direita e fazendo isso muito mais rápido do que imaginei ser possível. Se um homem problema pede meu telefone, não dou. Há duas semanas fiz isso e a sensação de controle sobre mim foi mais que perfeita. Se bebi em algum lugar, errei o julgamento e dei meu telefone, se o cara liga e já se comporta como um idiota, não atendo mais. Isso também aconteceu há pouco tempo. Conheci um cara, achei interessante, mas descobri depois que ele é problema. Passou a ser ignorado. Por uma razão simples: estou decidida a ser quem eu quero ser, o que está facilitando muito a tomada de qualquer decisão.

Não quero mais perder tempo com gente sem futuro ou que não me acrescenta nada. Literalmente, cansei, já deu, não consigo mais.

Não apago o número de ninguém, é bom que se diga, porque é legal saber quem são os inconvenientes. Na verdade, até apago o contato de alguns, preciso confessar, mas apenas os números dos caras por quem me interesso, mas não querem saber de mim. Sim, porque a mulher na qual estou me transformando só quer saber de quem quer saber dela.

Anúncios
Esse post foi publicado em Aprendizado, Comportamento. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para A mulher que hei de ser

  1. theophile gautier disse:

    Como diz um amigo meu: – bote pra quebrar, não alise não!
    Sobre o mais, utilizo-me do direito constitucional ao silêncio, uma vez que é direito não ter que produzir prova para se auto-incriminar.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s