Eu falo demais

Falo mesmo. Só que depois que comecei o blog, passei a escrever demais também. Por causa disso, a minha chance de exagerar na dose aumentou um bocado, o que não é algo necessariamente ruim, mas por vezes não é muito bom.

Quem aparece por aqui já sabe disso, porque quando invento de extrapolar faço isso de forma homérica (pleonasmo devidamente identificado, obrigada).

Carolina e Tereza acham que me exponho muito. Concordo com elas e sei que por vezes me exponho mais do que devia. O problema é que não sei fazer diferente. Até consigo guardar as coisas dos outros, mas as minhas…

Sempre fui assim e minha mãe me alertou muito a respeito, além de ter tentado, sem sucesso, me convencer a ser diferente. Como é perceptível, nunca me preocupei de verdade com isso e mantive o padrão comportamental vicioso. Está sem jeito.

Estou escrevendo tudo isso para dizer que o post de ontem foi o que mais me rendeu acessos nesse quase um ano de blog. Preciso reconhecer, no entanto, que isso se deu muito mais graças ao que aconteceu a Márcia Carnetti, do que à minha habilidade de escrever (sim, gosto de pensar que tenho alguma).

Outra coisa que eu quero deixar claro é que o exposto aqui diz respeito única e exclusivamente à minha opinião, que pode ter milhões de adjetivos, mas permanece minha. Não sou nem tenho pretensão alguma de ser dona da razão em qualquer situação que seja. Jamais poderia fazer isso, principalmente por causa das escolhas que já fiz ao longo dos meus trinta e dois anos e meio.

Estou, mais uma vez, me repetindo (outro pleonasmo, porque sinto que preciso muito reforçar esse aspecto), na tentativa de deixar claro que minha opinião, como qualquer outra, é um juízo de valor meu, baseado nas minhas experiências, e nada além.

Infelizmente, algumas pessoas aparecem por aqui e dão uma importância muito maior do que deveriam ao que escrevo. Não estou afirmando que o que penso não é importante, porque, ao menos para mim, é, que fique claro. Mas isso de sentir que preciso me justificar para me fazer entender é um negócio chato pra cacete.

Não fico mais inerte quando leio notícias como a que li ontem, é mais forte do que eu. Se existe violência de mulher contra homem, se a doidinha dos pão matou o japa, paciência! Essa parte não me interessa, sinto muito. Para indignação de alguns, acho até que ela deve ter tido suas razões, apesar de não achar que matar seja a solução.

Enfim, o que me interessa é o que provoca em mim algum tipo de sentimento, ainda que ruim, como ontem. E é sobre isso que vou escrever.

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