Opção para quem não saber lidar com uma

Quem aparece por aqui e lê o que escrevo sabe que tudo é muito pessoal, que esse espaço é para falar a respeito de coisas realmente minhas, certo? Sabe também que eu sou uma criatura que se repete horrores, que acaba falando muitas vezes sobre o mesmo assunto. Não quero ser uma pessoa entediante, mas reconheço que por vezes me é impossível fugir dessa pecha.

Estou falando tudo isso porque fiquei com vontade de contar que hoje fui comprar um presente para um chá de lingerie (meu primeiro!!!) e fiquei olhando a quantidade de opções de calcinhas, sutiãs e afins que a gente tem à disposição.

Tem estampa de tudo no mundo, com uma variedade de cores que eu jamais imaginaria (achei uma calcinha com as cores exatas de um vestido que tenho e fiquei me coçando para comprar, mas me segurei), além de uma infinidade de modelos.

Como já expus em outra ocasião, minha preferência em relação à cor é mesmo bege, não tem jeito, por causa da praticidade. O problema é que ultimamente tenho me achado básica demais, sabe como? Acho que estou enchendo o saco da monocromia e me lembrar de que nas minhas gavetas encontro peças pretas e roxas não me alegra nada, porque tudo continua deverasmente simples.

Quando era mais nova, minhas lingeries eram muito menos óbvias e mais coloridas. O tempo foi passando, fui me afeiçoando ao bege e, como conseqüência, me acomodando. O nó é que me acomodei demais, a ponto de estar incomodada com essa história.

Além disso, tenho outro problema: escolher entre muitas opções, em qualquer situação, é um negócio que me pode ser muito cansativo. Nesse caso específico, acredito que aos vinte anos eu tinha mesmo mais disposição para ficar horas experimentando e escolhendo, o que não acontece mais: começo a ficar agoniada se demoro a decidir alguma coisa e isso é um saco.

Então, quando vi que é possível usar bege com um pouco mais de graça, sem ter opção de mais, achei essa descoberta a coisa mais linda da minha semana; até agora, pelo menos (uma pessoa esperançosa é o que há!). Sim, porque a cor seria a mesma e a escolha recairia apenas nos modelos, o que facilitaria muitíssimo minha vida.

Vi bege com renda, com tule, com laço e quase tudo me foi agradável aos olhos, apesar de não ter sido ao bolso -sim, porque peças elaboradas e belas, como as com que me deparei, são caras e não estou podendo gastar setenta reais numa calcinha, o que é uma pena (vou nem dizer o preço dos sutiãs).

Na verdade, isso de usar roupa de baixo como adorno é só para me sentir melhor, mais confiante; porque, vamos combinar, não acredito que faça muita diferença na hora do rala e rola. Para mim, então, que não tenho ralado nem rolado, é realmente só para reforçar a autoestima, o que já me ajuda muito no resto.

Bem queria dar uma ousada nesse lado lingerrístico da minha vida, mas, como me faltam ferramenta$, tudo vai continuar na mesma. Ao menos por enquanto. Amém.

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