Fim

Ok, estou igual aquele povo que termina namoro e fica esculhambando o ex por causa de alguma sacanagem. Reconheço e agora entendo quem tem essa necessidade.
Nunca me comportei assim em nenhum término de relacionamento amoroso e deixei pra fazer isso no final do que achei ser uma amizade. Não é a coisa mais munita a fazer, mas é o que tenho.
Deve ser porque a dor da traição de alguém que a gente pensa ser amigo seja maior do que qualquer outra por que possa passar.
Quando a gente namora/casa, o fantasma da traição sempre ronda. Não devia ser assim, eu sei, mas é, e a gente sempre acha que vai ser traída (no feminino mesmo, bem específico, porque homem nunca acha que vai ser corneado, ou quase nunca pelo menos, então não conta).
Com amizade, a gente nunca acha que algo parecido vai acontecer, mesmo porque o estabelecimento de um vínculo como esse pressupõe uma confiança que jamais deveria ser quebrada.
Para mim funciona dessa forma e talvez por isso nunca tenha pensado em passar por algo sequer parecido. Nunca!
A vontade que eu tenho é de dar nome aos bois, colocar a merda no ventilador e mostrar para o mundo com que tipo de pessoa lidei nos últimos anos, não posso mentir; mas fui educada para ser de outra forma e, nesse aspecto, tive exemplos que não me permitem chegar ao mesmo nível dessa filha de Deus.
Isso, de forma alguma, quer dizer que eu deixei de pensar nela como sendo a típica taipan. Não sabe o que é taipan? É a cobra mais perigosa do mundo! Amandinha também é cultura (na verdade, o Google amado do coração, que me contou isso). Se você pensava que a naja era a pior das rastejantes, respire aliviado: existe uma espécie pior.
Sabe por que estou falando tudo isso? Porque há três anos, quando fechei um ciclo muito ruim da minha vida, tive certeza de que estava tirando de perto de mim a pessoa que mais me tinha feito mal até aquele momento e que ninguém no futuro poderia me causar tanto sofrimento. Depois do que vivi, tive a ilusão de que a pior pessoa a ter passado na minha vida tinha finalmente saído dela e eu jamais passaria por algo que me fizesse sentir qualquer coisa parecida com o que já tinha experimentado.
Depois dos últimos três meses de inferno, proporcionados pela criatura do pântano, afirmo categoricamente: fechei um ciclo com uma pessoa ruim e imediatamente iniciei outro com uma muitíssimo pior. Sim, muito, mas muito pior.
Por quê? A criatura de três anos atrás era como era e não tentava disfarçar. De uma forma meio troncha, posso dizer que era honesta na ruindade, entende?
A que entrou no seu lugar é uma cobra mentirosa, dissimulada, com a pior índole com que já tive que conviver.
Mas sabe o que é mais legal? Não vou aprender com mais essa lição e seguirei confiando no povo, porque meu nível de credulidade beira mesmo o retardo. Apesar disso, Não desejo ser diferente, porque acredito que, por mais que ainda seja enganada, não nasci para ser a enganadora (poderia ser a esganadora, mas isso não interessa agora).
Com tudo isso, passei também a entender quem se separa e faz festa para comemorar. Esse meu final de semana vai ser todo dedicado à comemoração do início do meu mais novo ciclo.
Finalmente, tenho um recadinho do coração para a minha maior algoz: Deus a abençoe.

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Uma resposta para Fim

  1. Theophile disse:

    Demorei, mas voltei. É que está difícil falar do além. Bom saber que sai do podium. Vc é linda como é, continue assim.

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