Carlos Ruiz Zafón

Eu gosto de ler. Gosto muito mesmo. Em bom carioquês, diria que me amarro nesse negócio. Então, quando me deparo com um livro que prende minha atenção (fazendo de conta que não sou assim tão dispersa), fico igual pinto no lixo.

Foi o que aconteceu quando comecei a ler A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón. Posso dizer que saboreei o livro, sorvi cada letra, cada palavra, cada frase. Até li devagar, porque não queria que acabasse. Fiquei realmente encantada com a forma como ele conta histórias, morrendo de inveja de não ter nascido com um dom tão maravilhoso.

Aí, depois de ter dado cabo de A Sombra do Vento, lá fui eu atrás de outras obras dele. Comprei Marina, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. Marina é o único que não tem personagem que aparece nos outros, o que achei ótimo. É uma obra única, rápida de ler e muito gostosa, apesar de deverasmente mais fantasiosa que as outras três.

Como O Prisioneiro do Céu é a sequencia de A Sombra do Vento, deixei para ler por último, porque queria saber o que a imaginação de Zafón criou em O Jogo do Anjo. Mais um bom livro, que terminei em três dias, sobre apaixonados por escrever; também com um quê de fantasia, apesar de não cheirar o chulé de Marina nesse aspecto.

Nesse final de semana li O Prisioneiro do Céu. Assim… É a continuação de A Sombra do Vento, mas alguns personagens de O Jogo do Anjo dão o ar da graça em algumas páginas, o que não é ruim, de forma alguma.

Não sou crítica literária, nem pretendo ser. Também não vou colocar aqui um resumo de cada livro, até porque não é esse o meu propósito. Quero mesmo deixar claro estou expondo a minha impressão, que é bem particular, sem qualquer pretensão. Estou falando do que gostei e pronto.

Continuando, como li quatro livros dele, acabei formando uma opinião a respeito, o que é muito natural, certo? Sei que estou enrolando para dizer exatamente o que achei, mas é que imagino que muita gente vá discordar e eu não estou querendo desagradar ninguém. Mas…

Como disse antes, gostei muito de A Sombra do Vento. Posso mesmo afirmar que foi um dos melhores livros que li esse ano. Talvez o melhor, se levar em consideração o quanto me prendeu. Se for falar de estética das palavras, de saber descrever pessoas e situações, De Verdade, de Sandor Marai ganha no meu coração. Na verdade, quase sempre acho que o melhor livro que li é o último, porque sou, como dizer, meio volúvel.

Voltando ao que interessa e indo direto ao ponto, fiquei com a impressão de que A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu são como aquelas trilogias de filme, quando o primeiro é excelente, o segundo não tem quase nada a ver com o primeiro e o terceiro tenta, mas não consegue, ser tão bom quanto o primeiro.

Sei que minha análise ficou cafusa, mas espero que dê para entender.

Recomendo os quatro, porque a leitura é fácil, sem atropelos, sabe? Mas A Sombra do Vento é, na minha opinião, de longe o melhor dos quatro, Marina vem em segundo e os outros empatam em terceiro.

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