Divino

O tema da quarta edição da Livingfor é divino e o primeiro texto que escrevi para a minha coluna sobre isso foi rejeitado, porque estava confuso e muito sentimental. Na verdade, acho que a confusão e o sentimentalismo refletiram como eu estava quando escrevi. De qualquer forma, como ele não foi utilizado, decidi deixar aqui no blog, onde estão as minhas confusões e meus sentimentos.

“A minha visão atual do que seja divino é muito particular. Nesse meu momento, de escolhas mais sérias em relação a alguns assuntos, tenho procurado privilegiar o que me faz bem e me deixa feliz. Ao contrário do que algumas pessoas acreditam, na minha vida não cabem mais certas coisas e, por causa disso, tenho me colocado num momento de quietude, no sentido de respeitar minhas vontades e, principalmente, de estar perto de quem e do que me é caro.
Minhas últimas férias me deram de presente vários encontros que eu posso classificar como divinos. Logo no primeiro dia delas, pude estar com uma amiga, que faz parte da minha vida desde a adolescência, e prestigiá-la num momento muito importante de sua carreira. Foi algo muito feliz, vê-la tão linda e tão cheia de projetos, inaugurando uma nova fase, da qual continuarei fazendo parte.
Num outro dia, pude ver a grandiosidade de um lugar que há tempos queria conhecer: o Teatro Municipal de São Paulo. Fiquei abismada com o tamanho, a opulência e a beleza do lugar. Foi uma experiência sonora e visual belíssima, da qual jamais vou me esquecer.
A segunda parte das minhas férias tem a ver com o que há de mais maravilhoso na minha vida. Minha primeira viagem a Porto Alegre, deste ano, que fique claro, me deixou perto de dois grandes amores, que me fizeram imensamente feliz. Lucas é, sem sombra de dúvidas, a criança mais linda que já vi na vida; com aqueles olhos azuis expressivos, que descobrem em cada pequena coisa uma grande novidade. Gustavo, por outro lado, é o mais querido de todos, com tanto amor a oferecer, tanta energia para gastar, tanta disposição para tudo o que aparecer.
Claro que nem só de brincadeiras com as crianças foram meus dias gaúchos. No meu terceiro dia, fui a Gramado, especialmente para conhecer o Le Jardin, um parque de lavanda, a flor mais linda, mais cheirosa, mais perfeita que a natureza já concebeu e, por todas essas razões, a minha preferida. Estar sentada no meio de uma plantação de lavandas, cercada por seu perfume e por suas cores, foi algo realmente fantástico e me deixou com a sensação de que tudo, de alguma maneira, vai sempre estar muito bem.
No final da minha viagem, já em outro lugar, encontrei outra amiga que mora no meu coração, que eu não via há algum tempo. Pude conhecer seus filhos lindos, brincar com eles e ouvir, mais um pouco antes de voltar para casa, alguém me chamar de tia Amanda.
Esse meu minúsculo e ultra resumido diário de viagem tem um único propósito: deixar claro o quão banal o divino pode ser, aos meus olhos. Certamente, para outras pessoas divino seria beber um excelente vinho, comer algum prato saboroso elaborado por algum chef renomado, fazer uma viagem para um lugar exótico ou qualquer coisa do tipo.
Na verdade, tudo pode e deve ser divino, dependendo sempre do sujeito da ação. Acho, inclusive, que é bem fácil classificar qualquer coisa com esse adjetivo, basta que exista o sentimento correspondente, porque a qualificação, qualquer que seja ela, é mesmo pessoal.
Para mim, nesse meu momento, divino tem a ver, pura e simplesmente, com estar bem e sentir-me amada por pessoas queridas e, ainda nos muitos momentos em que estou só, ter a certeza de que quem me faz bem está ao alcance de um toque. A minha deidade são todas as pessoas, situações e lugares que me completam e colorem minha vida. Não há nada mais divino do que a sensação que eu tenho quando isso, não importa onde nem por quanto tempo, se faz presente.”

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Apresento Igor e Cecilia, filhos de Carolina e meus sobrinhos de coração, que me alegraram e me acalentaram em Fortaleza.

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