Um dia – o filme

Todo mundo sabe que quando um livro é adaptado pro cinema, a versão fica sempre aquém – as exceções existem única e exclusivamente para confirmar a regra e eu só me lembro de uma: O Outro Lado da Meia-Noite (claro que na minha opinião, a super entendida no assunto).
Li Um Dia há um mês de um fôlego só, numa ida a São Paulo. O livro é ótimo e eu acabei comprando mais dois do mesmo autor, David Nicholls (já comecei a ler Starter for Ten e quando terminar digo o que achei).
Como hoje eu resolvi ficar em casa fazendo nada, decidi assistir ao filme, até para comparar a adaptação com o que já tinha lido. Confesso que tinha grandes expectativas, porque o roteirista do filme é o autor do livro. Qual a chance de isso dar errado, certo? Enormemente grande, para minha decepção.
O filme, com Anne Hathaway e Jim Sturges, foi elogiado por várias blogueiras que leio, com exceção de uma, Juliana Cunha, que escreveu:

Para mim o lance dessa diretora – Lone Scherfig – é pegar uns roteiros muito dos mornos que certamente iriam “straight-to-video” e colocar umas meninas bonitas para encená-los.
Já vimos esse truque em “Educação”, mas “Um Dia” consegue ser ainda pior. Não é apenas sem sal, é um sonífero à prova de jet leg (aliás, venho através desta comunicar que jet leg é só frescura de rico).
Parece que desde “O Diário da Princesa” Anne Hathaway está eternamente presa a esses papeis de “transformação” tipo “começo feia e termino bonita”. Os diretores não conseguem olhar para ela sem pensar que daria uma boa feia que vira bonita.
Já o parzinho dela no filme – Jim Sturgess – é um daqueles bonitinhos que sabem que são bonitinhos e só ficam fazendo cara de bonitinho a porra do tempo inteiro. Já vi três filmes dele – “Quebrando a Banca”, “Across the Universe” e “A Outra” – e é sempre a mesma cara.

Particularmente, detestei o filme. Logo eu, que amo uma comédia romântica, achei essa sofrível. E, como Juliana, não vou com a cara de Jim Sturges: acho que ele é completamente insosso, inodoro e insípido, sabe como? Não, não é como água, porque a água mata a sede da pessoa, além de ter milhões de outras serventias. Não acho que ele é sequer bonitinho.
Outra coisa de que não gostei foi o falso sotaque britânico dos protagonistas. Uma tristeza! Renée Zellweger contratou um fono muito melhor e aprendeu direitinho a falar inglês como uma inglesa, e eu nem estou falando do Diário de Bridget Jones, mas de Miss Potter (quem não viu, veja, porque esse filme é ótimo).
Depois da experiência de hoje decidi que só leio os livros agora depois de assistir aos filmes. Estou preferindo, também em relação a entretenimento, minorar os riscos.
Só para deixar claro, continuo recomendando o livro, que é muito bom. E Elvis Costello cantando no final do filme conseguiu me deixar bem felizinha.

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