Certamente mais um homem que não soube aceitar um “não”

Hoje a notícia que mais chamou minha atenção foi o assassinato de Ana Alice Moreira Melo, muito provavelmente pelo ex-marido. Segundo o que li no portal do Uol, ela já tinha procurado uma delegacia, tendo denunciado o comportamento agressivo de Djalma Veloso, o suspeito de tê-la matado a facadas.
Nunca consigo ler algo dessa natureza e não refletir a respeito. Por razões alheias à curiosidade de quem não me conhece o suficiente para saber o porquê, atualmente sou capaz de analisar muito friamente o comportamento de todo e qualquer homem que se aproxima de mim (que essa capacidade permaneça comigo para sempre, amém!). Talvez por isso tenha milhões de restrições e não dê cabimento a quase ninguém.
Eu não tenho um paquera. Nem meio. Isso é inédito na minha vida. Não, não sou a rainha da cocada, muito longe disso, mas sempre tinha um paquerinha, alguém que me ligava, chamava pra sair, essas coisas. Ok, tem quem me ligue e chame pra sair, mas para adquirir o status de paquera, neste meu tempo presente, tem que ter futuro.
Objetivamente, portanto, não tenho conseguido paquerar ninguém. Até conheci um cara que achei interessante há algumas semanas, mas depois de ele ter segurado meu braço com força tentando me beijar contra a minha vontade, passou de interessante a inadmissível num piscar de olhos. E você pensa que ele sabe disso? Não. Por uma razão muito simples: depois de algumas experiências terríveis com homens que não sabem receber uma negativa, percebi que se a mulher der a entender que algo pode acontecer no futuro eles se acalmam e a deixam em paz. Triste isso, né? Mas é verdade. Acho que o “não” pura e simplesmente enfurece o homem, enquanto um “talvez amanhã, quem sabe?” dá uma atenuada no ânimo masculino. Não consigo entender o motivo, não mesmo, apesar de ter certeza de que existe algum. Eu mesma já recebi milhões de negativas da minha vida e não morri. Aliás, não se morre de rejeição, mas parece que tem gente que ainda duvida disso.

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