Pitaco

Minha vida é meio bagunçada e eu adoro dar pitaco na alheia. Quem não? É muito mais fácil meter o bedelho no que não me diz respeito do que olhar para mim e dar conta das complicações da minha vida.

Mas ó, ta pensando que eu sou a única? Nananinanaum. Como eu, muitas gentes fazem a mesma coisa, apesar de praticamente ninguém admitir.

A verdade é que todo mundo sempre tem receita de sucesso para os outros, apesar de empancar nas próprias decisões.

Cresci ouvindo da minha mãe: faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Quer melhor exemplo de vida para uma pessoa que esse? Eu desconheço.

E aí, eu fui talhada nesse molde, em que se pode errar, mas dizer ao outro o que fazer para acertar. Uma beleza.

Pena que essa fórmula, ao menos comigo, não funcionou. Eu acabei fazendo as coisas do jeito que quis e aprendendo ou não (ó eu caetaneando) do meu jeito, no meu tempo. Mas e quem disse que, mesmo assim, eu tenho paciência com os outros? Não tenho. Faço a mea culpa aqui, sem pudores. Gostaria muito de ser mais tolerante, mas parece que tolerância não veio de fábrica e eu ainda não achei onde comprar como acessório. Deve ser por isso que eu já ouvi que nasci sem pavio. Assim, sem nada mesmo.

Mas eu queria muito ter pavio. Tamanho médio, sabe? Para também não me idiotizar de vez, porque gente idiota ninguém merece. Basta pitaqueira, né?

P.S.: O meu querido Volp não reconhece “pitaco” e derivados. Estou arrasada!

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