And if i say i really knew you well what would your answer be?

Estou meio atrasada, exatamente dez dias, para falar do aniversário que John Lennon faria caso estivesse vivo. Paciência! Na verdade, preciso ser honesta: só me lembrei porque fui ouvir o CD do show de Paul McCartney a que assisti ano passado e porque vi no blog We can Work it Out a transcrição de Here Today, que ele escreveu para Lennon. Linda música, linda letra.

O show foi uma das experiências mais marcantes da minha vida e eu escrevi sobre ele em julho, comentando o post And in the end, the love you take is equal to the love you make… do We can Work it Out (aqui eu adaptei, tá?):

Ano passado eu fui ao show de Paul McCartney em São Paulo e posso dizer que nada na minha vida bate a experiência que aquilo significou. Showzisticamente falando, que fique claro.
Não dá pra falar sobre isso com alguém que não entenda, então aqui estou, desabafando o que estava entalado na minha garganta desde 22 de novembro, uma segunda.
Tudo começou antes, quando soube que o show ia acontecer. Nem tentei comprar o ingresso, porque eu tinha certeza de que seria a loucura das américas. Mas fiz o que dava: liguei pra minha prima linda e falei que se ela conseguisse ingresso pro show, eu fazia questão de ir e não a perdoaria se não me levasse (sim, minha prima consegue ingressos pra shows de vez em quando). A resposta dela foi: não acho que consiga pra esse, muito concorrido. Uns dez dias antes do show eu liguei: “e ai, cadê?”; ela: “nada”. Eu fiquei meio mal, mas nem tanto, porque afinal não tinha sequer tentado comprar o ingresso.
Chegou a sexta anterior ao show e o namorado dela me manda uma mensagem dizendo que ela tinha conseguido o ingresso e que a gente teria acesso à pista prêmio.
Eu, que estava no trabalho (num tribunal, viu?), pulei igual a uma doida, tentando me conter ao máximo, porque aquilo não era sonho.
Fui então atrás das passagens. Caríssimas. Ida e volta pra São Paulo custando em média mil e trezentos reais. Muito muito pra uma viagem de dois dias (e eu estava mais que disposta a pagar, é bom que se deixe claro). Mas uma amiga (muito amiga, porque pouco amiga nunca faria isso) me emprestou milhas e lá fui eu.
Saí de Natal, num voo de filho de égua, e cheguei a São Paulo por volta das dez da manhã. Dormi um pouco antes de ir pro Market Place esperar minha prima me buscar pra gente ir.
São Paulo chovendo, engarrafamento de mais de 300 km na cidade, a hora passando, minha prima não chegando e o pânico se instalando.
Enfim, ela chegou, atrasada (sim, porque a gente tinha que pegar uma van ainda pra chegar ao estádio), mas por causa da chuva (santa chuva) o pessoal da organização estava esperando pelos retardatários.
Entramos na van e fomos pro Morumbi. Ao chegar lá, só alegria: fomos pro camarote de uma tv, comemos e bebemos um tico, até o primeiro tantantantan começar.
Eu não consigo falar sobre isso até hoje sem arrepiar até as unhas. O que foi aquilo?????
Não chorei o show inteiro, mas o fiz durante boa parte dele. Quando The Long and Widing Road começou eu pensei que fosse me acabar.
O que eu criei na minha cabeça não cheira nem de muito longe o chulé do que foi o show.
Foi, até agora, o melhor presente -que não seja físico, de pegar, sabe assim?- que ganhei na vida (obrigada, La) e acho que vai demorar muito até que algo supere. E outra: acho que estou na frente de muita gente por ter presenciado algo tão grandioso na minha vida e não me sinto nem um tico mal por isso.

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