Levando a boa música aonde ela merece estar

Desde o dia 07, está acontecendo na Escola de Música da UFRN a Semana da Música, que vai até sábado, dia 15. Como os espetáculos acontecem à noite, eu só consegui ir ontem, porque não tive aula, e gostei muito do que vi. A apresentação começou com Contrastes para Clarinete, Violino e Piano, de Bartok, interpretado por Ray McClellan, Benjamin Sung e Regiane Yamaguchi (os dois primeiros americanos e a segunda brasileira). O clarinete foi do que mais gostei, apesar de ser apaixonada por violino. Eu não entendo muito, mas depois de ter me acostumado com Joshua Bell, achei o Sung, que inclusive é sunguelo mesmo, meio guenzo. Na minha opinião, até Vanessa Mae, que é mais popzinha, toca melhor que ele. Quanto, ao piano, acho o mais triste dos instrumentos e não fui convencida pela moça. Talvez a peça tenha enfatizado mais o clarinete, não sei. Só sei que este foi de longe o instrumento de que mais gostei, e ainda matei a minha curiosidade em saber como se tira o cuspe do instrumento (enfia-se um paninho com uma pontona pela parte mais aberta e puxa o danado pelo bico, deu pra entender?). Do meio pro fim, o sunguelo até melhorou, mas aí foi tarde: ele já tinha me feito lembrar de Vanessa Mae. Mas achei legal a menção feita ao evento no site dele.
Em seguida teve o primeiro solo do americano Darren Adkins (Suíte n. 2 para Violoncelo Solo, de Wernick), que eu achei bem sacal. Na sequência, ele foi acompanhado do brasileiro Durval Cesetti, que não tem queixo (acho que todo mundo devia vir com queixo de fábrica e isso é algo que eu não consigo deixar passar), na Sonata para Violoncelo e Piano, de Debussy. Gostei muito da peça tocada por ambos. Adkins voltou depois da apresentação da dupla e fez mais um solo que, detalhe, não estava na programação. Acho ótimo esse povo que corresponde aos anseios da plateia (sim, porque ele voltou depois de aplausos calorosos da audiência).
Quando começaram as Canções e Danças da Morte, de Mussorgsky, eu só consegui me lembrar da minha avó Marieta, porque a americana Martha Sheil, que estava acompanhada de Cesetti, se parece muito com ela; de cara, sabe assim? E a criatura tem uma voz que pelas caridades! Muito linda! Aliás, esta foi a única peça aplaudida de pé pela plateia.
E então Eduardo Monteiro, premiado pianista carioca, deu início à Morte de Isolda, de Wagner. Eu, que acho piano triste, fiquei encantada. Acho até que me apaixonei por ele, de tão tocada que fiquei. Até a postura dele é diferente. Talvez tenha gostado ainda mais porque ele foi o único que não usou partitura. Ou por ele ter sido o brasileiro mais talentoso que se apresentou. Não sei mesmo. Só sei que foi assim.

Sung, McClellan, Yamaguchi

Darren Adkins

 

Cesetti, Adkins

 

Cesetti, Sheil

Eduardo Monteiro

 
P.S.1: As fotos foram batidas com o Blackberry, por isso a qualidade tão boa, só que ao contrário, como diz Katylene.
P.S.2: Claro que eu copiei os nomes das peças tocadas do folheto da programação, que é entregue junto com o ingresso.
P.S.3: Não fiquei até o final, por razões alheias a minha vontade, e perdi as apresentações de Sérgio Barrenechea com Cesetti e de John Hollenbeck com Jorrit Dsijkstra.  
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