Mainha, seu desejo finalmente se realizou

Essa semana eu estava conversando com um amigo muito querido (beijo, Zé!) sobre algumas verdades que a gente escuta quando é criança, mas sempre acha que é mentira. Hoje eu acho que a mais significativa delas é: seu irmão vai ser a única pessoa com quem você vai contar quando seus pais morrerem.

Quando eu e meu irmão estávamos na infância/adolescência nosso relacionamento era péssimo. E eu não estou exagerando. Não era nada de ódio ou coisa parecida, mas a gente brigava o tempo inteiro por causa de tudo. E eu lembro muito bem da voz da minha mãe gritando que a gente tinha que se unir. Honestamente, eu achava que isso nunca aconteceria. Não era possível que eu fosse ficar amiga (ou sequer colega) da criatura que mais atazanava meu juízo.

Acontece que o tempo foi passando, porque essa é uma das coisas das quais a gente não foge mesmo: o tempo passa e não tem jeito que dê jeito (com a graça de Deus, amém). Eu casei, meu irmão foi fazer mestrado fora, eu me separei, meu irmão voltou e, depois de estarmos os dois adultos, uma amizade surgiu. Pois é! Quem achou que eu ia morrer querendo matar tio Eu* se enganou. Hoje somos amigos.

Eu saio com meu irmão, converso com ele, ligo pra saber como estão as coisas, me interesso. E nesse momento de sua vida quero deixar claro e mostrar para o mundo o quão orgulhosa eu estou das escolhas que ele tem feito e da forma como está lidando com as situações e oportunidades lhe que têm surgido. Uma palavra que escolheria para definir como o vejo nesse momento é “poised” (não estou querendo ser elitista nem nada, mas “equilibrado”, que é a primeira tradução do wordreference.com, deixa a frase com quatro quintos a menos de graça).

Acho que família é algo precioso, mesmo quando as agruras estão em mode on, o que é muito mais comum do que se admite. A minha está muito muito longe de ser perfeita, mas é minha, é o que eu tenho. Muito por causa dela sou quem eu sou, penso o que penso e ajo como ajo (o que às vezes é uma merda, preciso deixar claro). Ainda assim sou grata pelas pessoas que fazem parte do meu núcleo e que me deixam maravilhosa, péssima, feliz, triste, blá, blá, blá.

Família pode ser um grande pé no saco (eu queria ter escrito chute nos ovos, mas seria muito politicamente incorreto para alguns padrões, apesar de mais legal). Já reneguei a minha e falei mal dela algumas vezes e é possível que ainda faça isso outras tantas. Não vou mentir, pra morrer preta! (Beijo, Tuca!) Mas uma coisa descobri: meu irmão é alguém com quem eu sei que posso contar, nas barras mais leves e nas mais pesadas.

É disso que nossa vida é feita e negar a importância da família é uma grande besteira. Eu prefiro ser besta em outras coisas. Tipo usar o wordreference.com para traduzir rapidinho o que eu não consigo explicar em português (ok, tá bom, e para o que eu não sei/lembro também. Feliz agora?).

*Esta é a forma como Gustavo, sobrinho amado, chama meu irmão.

P.S.: Quando, num belo dia, eu estiver querendo matar meu irmão ou qualquer parente (sim, porque isso vai acontecer), não vale usar este post contra mim. Eu simplesmente não vou estar nem aí.

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